Alguns exemplos de denúncias contra os judeus tornados secretos. Início do século XVII:
"... Helena, moça negra, escrava de Manuel Gomes, da Covilhã, sabe também que, na Páscoa, em casa do amo comem pão ázimo, sem sal, não o deixando levedar..."
"... Pêro Gonçalves, do Rochoso, garante que vindo à Guarda, sexta-feira de Endoenças, vender perdizes, entrara, sem bater, numa casa e viu cinquenta pessoas, pouco mais ou menos, mulheres, homens e meninos em oração, "com hu altar na dita caza muito rico de peças de prata e ouro" com velas acesas e "... em o qual estava hua toura muito fermosa"..."
Quatro anos depois do acontecido em Espanha, o sucessor de D. João II, D. Manuel, casado com uma filha dos reis católicos e muito pressionado por estes, promulga também o édito de expulsão. Longe de ser consensual, esta política não agradou a todos, principalmente nos meios da ciência e da escrita. A D. Manuel também não agradaria ver partir grande parte da dinâmica do reino.
" Judeu ". Óleo sobre madeira de castanho, oficina de Vasco Fernandes, primeira metade do século XVI. (Museu Nacional de Arte Antiga) O crescimento do comércio no Portugal da Idade Média deve-se muito à actividade dos judeus.
Já as cartas de foral o registam, casos de Évora (1166), Covilhã (1186), Pinhel (1200).
Festa de Pessah (séc. XIII) Desde o fim do Império romano que uma minoria judaica existia no território que depois veio a ser Portugal.
Aquando da fundação da nacionalidade, em 1143, esta minoria já se encontrava disseminada em algumas localidades importantes como Santarém que possuía a mais antiga sinagoga nacional.




