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Rota dos Vales Glaciários

Únicos em Portugal, os vales Glaciários da Serra da Estrela são hoje a montra de como a glaciação deixou os melhores testemunhos .
Esta rota permite ver o local de origem do glaciar (a cúpula do cimo da montanha), os vales desenhados pelas várias línguas de gelo e os depósitos deixados por esta massa de gelo em movimento.
Venha descobrir a Rota dos Vales Glaciários. Esta é uma terra única, onde a natureza vive.

Também situado na vertente noroeste, o glaciar do Covão do Urso tinha origem no planalto da Torre, no local dos Conchos e dirigia-se até ao local da actual aldeia do Sabugueiro. Tinha cerca de 6,5 km de comprimento mas dissolvia-se a uma altitude igual ou superior à anterior (1.000 m). Bruscas rupturas de declive, observadas a jusante do Lagoacho e abruptos sucessivos, observados na Nave descida parecem formar o cenário ideal para a maior moreia lateral da Serra da Estrela, correspondente à fase de maior extensão dos glaciares, prolongando-se por cerca de 3 km no meio da vegetação que, por vezes, atinge um porte arbóreo.

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Situado na vertente noroeste, e portanto melhor alimentado pelas quedas de neve, o glaciar do Covão Grande estendia-se a cerca de 5,5 km em direcção à Lapa do Dinheiros e apresentava uma espessura de gelo de, pelo menos, 150 m dissolvendo-se a uma altitude de cerca de 1000 m. A sua posição elevada foi sujeita a uma erosão glaciária mais intensa e prolongada, sobreescavando a base do vale. Porém, as formas mais espectaculares de serem vistas são as acumulações morénicas da Nave Travessa, actualmente cobertas por vegetação, acumulações de blocos erráticos situados nas margens da Lagoa Comprida, antiga lagoa glaciária.

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Situado na vertente oeste, o glaciar de Loriga quase atingia o local actual da vila. Tendo início a 1750 m de altitude, perto do Planalto da Torre, apresenta uma série de quatro covões (alguns com aproveitamento hidroeléctrico) que descem abruptamente uma extensão de 7 km.
Na época do glaciar, o gelo progredia até à altitude máxima de 800 m que, posteriormente, removia todo o manto vegetal deixando a descoberto a superfície do granito sujeita a fracturação que é presente nos dias de hoje.
A ribeira de Loriga é a linha de água herdada deste glaciar constituindo um dos magníficos cenários da Serra da Estrela.

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